quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Lista da Ancine privilegia eixo Rio-São Paulo

A Agência Nacional do Cinema – Ancine -, instituição vinculada ao Ministério da Cultura, divulgou essa semana uma lista de obras cinematográficas de longa-metragem que foram contempladas com leis de incentivo à cultura para as fases iniciais de produção e de finalização de projetos. De um todo de 195 projetos inscritos, apenas nove foram habilitados na modalidade produção, e 35 na de finalização.
Da modalidade produção, filmes de produtoras grandes, como “Xuxa – Sonho de menina”, da Conspiração Filmes, foram vetados de receber incentivos. Um exemplo de filme que não receberá verbas para a finalização, é “O Magnata”, da Gullane Filmes (realizadora do filme “Quero”, que foi filmado em Santos).
Do total de 44 filmes habilitados, 34 são do eixo Rio-São Paulo, quatro do Rio Grande do Sul, três de Pernambuco, dois do Distrito Federal e um de Santa Catarina. Apesar das escolhas terem sido bem centralizadas, havia filmes de toda parte do país inscritos no edital.
A lista completa dos filmes aptos e não-aptos a receber as verbas do governo pode ser vista no link http://www.ancine.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=8648&sid=83.

*Matéria elaborada a partir de dados do site: http://www.ancine.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?tpl=home

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Cada um no seu lugar

Um serviço a favor da comunidade deveria ser elaborado com o auxílio e participação da comunidade, certo? Esse é um dos princípios básicos do jornalismo. Na Internet, esse princípio teve espaço de se propagar e deu asas ao jornalismo participativo. Essa “socialização” cria um canal direto entre o leitor e o produtor da notícia em que, muitas vezes, o leitor é o próprio produtor.

Fora da Internet, no campo “off-line”, também há essa preocupação em facilitar a comunicação entre emissor e receptor. Na ultima década, muitas emissoras de televisão comunitárias entraram no ar, veiculando conteúdo produzido pela própria comunidade. Até que ponto essa interação é benéfica? Pessoas “não-jornalistas” querem apenas que sua indignação seja ouvida e seus pedidos atendidos, não têm preocupação com regras e ética jornalística.

Com essa democratização, o jornalista, com MTB e tudo mais, se tornou coadjuvante de seu próprio espetáculo? O que acontece é que, em algumas emissoras comunitárias, a equipe é inteira de formada por voluntários, que prestam serviços gratuitos ao canal. Quem sai lucrando é a empresa que reduz seus gastos.

Nesse caso, a integração virou uma desculpa e se tornou uma empresa bem lucrativa. A partir daí, surgiram zilhares de rádios piratas que se escondem por trás do status de “comunitária”, e até uma revista feminina com todo o conteúdo escrito por leitoras. A conclusão que se pode tirar dessa “festança” toda é que, o jornalismo participativo pode e deve acontecer, mas há limites. O jornalista tem que cumprir sua missão básica: ser os olhos de leitor, ouvinte ou telespectador. O público deve ser crítico, discordar do conteúdo que lhe foi exposto quando for preciso e interagir com o emissor da informação. Caso contrário, vira feira.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Análise usabilidade

Site 1 – BBC

- Clareza na comunicação: O site demonstra ter uma percepção correta de quem é o seu público? A linguagem é adequada ao tipo de leitor que ele procura?
Sim. O jornal web na BBC demonstra saber que é um jornal web. Tem seu conteúdo bastante dividido em editorias, diagramação parecida com a dos jornais ingleses e uma linguagem adequada para quem procura por matérias sobre política e variedades de todo o mundo.

- Acessibilidade: O tempo de carregamento das páginas é um obstáculo para a navegação? É fácil descobrir o canal de comunicação com o autor dos textos, ou administrador do site?
Não, não é um obstáculo.
Contudo, ao que parece, é bastante difícil entrar em contato pois as matérias são de Agências de Notícias e não são assinadas.



- Consistência: As páginas têm elementos gráficos que dão unidade ao site? Existem recursos que prejudicam a funcionalidade das páginas?
Sim. A diagramação é concisa e facilita a visualização dos links.
O pouco uso de efeitos e montagens gráficas, as poucas cores e a padronização das fontes são realmente gratificantes.

- Navegação: Os links são claros nas intenções? Eles levam ao destino indicado? O tamanho das páginas é compatível com o conteúdo?
Sim. Todos os links são extremamente objetivos. Por exemplo: se você clica no Iraque, ele te leva para o Iraque.

- Apresentação visual: O site faz bom uso da cor? Há algum tipo de exagero no layout que possa ser corrigido?
Exagero? Muito pelo contrário. Como observamos lá em cima, o site da BBC se utiliza de pouquíssimas cores: fundo branco, texto em preto e links e destaques em azul, facilitando a leitura das matérias que não costumam ser curtas.

- Mudanças: O que poderia ser feito para melhorar visualmente, ou deixar mais funcional, o site em questão?
O acesso ao conteúdo multimídia (vídeos, áudio, interatividade) foi jogado para a coluna da direita e mantém pouquíssimo destaque na página principal.

Site 2 – IMDB – Internet Movie Database

- Clareza na comunicação: O site demonstra ter uma percepção correta de quem é o seu público? A linguagem é adequada ao tipo de leitor que ele procura?
Nem tanto. O site do IMDB, apesar do excelente conteúdo, há tempos não faz uma boa reforma de diagramação da sua página.

- Acessibilidade: O tempo de carregamento das páginas é um obstáculo para a navegação? É fácil descobrir o canal de comunicação com o autor dos textos, ou administrador do site?
O site é leve, pois pouco se utiliza de imagens pesadas ou outra linguagem que não seja HTML.
Não. O site é muito grande e muito acessado, e por isso mantém uma relação de ausência de interatividade direta com os visitantes.

- Consistência: As páginas têm elementos gráficos que dão unidade ao site? Existem recursos que prejudicam a funcionalidade das páginas?
A estética do site, de certo modo, não tem relação direta nenhuma com o cinema. E também não é uma boa página de banco de dados. Ela é esquisita... Quase não há recursos nenhum. As páginas são compridas ,há muitos links do tipo antigo, sublinhados em azul... Muitas vezes, é fácil se perder por lá.

- Navegação: Os links são claros nas intenções? Eles levam ao destino indicado? O tamanho das páginas é compatível com o conteúdo?
Sim, os links são claros. Contudo, como o site tem MUITOS dados ás vezes há links cruzados, que tem especificidades indicando data, nome do diretor de filmes etc..

- Apresentação visual: O site faz bom uso da cor? Há algum tipo de exagero no layout que possa ser corrigido?
Em relação os textos, sim, pois o fundo sempre é branco, o texto é negro e os boxes com informações adicionais tem cores amenas?

- Mudanças: O que poderia ser feito para melhorar visualmente, ou deixar mais funcional, o site em questão?
Bem que eles poderiam rever aquele amarelo-Oscar...

Site 3 – Abong

- Clareza na comunicação: O site demonstra ter uma percepção correta de quem é o seu público? A linguagem é adequada ao tipo de leitor que ele procura?
O site é específico para donos de ONGs, pessoas que querem criar ONGs e interessados em ONGs. Por isso, acumula muito conteúdo e, proporcionalmente ao número de ONGs que existem no país, tem muito conteúdo... às vezes, fica tudo meio confuso.

- Acessibilidade: O tempo de carregamento das páginas é um obstáculo para a navegação? É fácil descobrir o canal de comunicação com o autor dos textos, ou administrador do site?
Sim, o site é leve. Como ele tem interesse em que as pessoas entrem em contato com os criadores da Abongs, a interatividade é razoavelmente boa, mas está colocada discretamente em um campo de contatos para não haver abuso virtual.

- Consistência: As páginas têm elementos gráficos que dão unidade ao site? Existem recursos que prejudicam a funcionalidade das páginas?
Sim, o site é quadradinho. Tem o menu da esquerda, com as seções fixas do site, os boletins e textos atualizados à direita, os informes na coluna principal do centro...
Contudo, ele possui muita informação e fonte reduzida (o que é solucionável pela configuração do browser) , o que torna a leitura cansativa.

- Navegação: Os links são claros nas intenções? Eles levam ao destino indicado? O tamanho das páginas é compatível com o conteúdo?
Sim, os links são claros, mas são muito numerosos.
- Apresentação visual: O site faz bom uso da cor? Há algum tipo de exagero no layout que possa ser corrigido?
Sim, o site é todo cromatizado em roxo, com o GIF girando no topo... Para um site que não precisa ser acessado diariamente, é até simpático.

- Mudanças: O que poderia ser feito para melhorar visualmente, ou deixar mais funcional, o site em questão?
Redivisão das seções do site e redução do número de links.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Música na MEDIDA certa

Provisória ou não, o que importa é que o som esteja na medida certa, e nesse quesito, a banda de pop-rock Medida Provisória está bem cotada.O repertório é bem variado, influenciado por artistas nacionais como Legião Urbana, Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso, Ana Carolina, e internacionais, como Alanis Morissete e The Cramberries. Além de covers, o grupo tem músicas próprias, como “Nem com água” e “Saudade”.Formada por quatro jovens músicos da região, a banda está na estrada há três anos e começou a ser levada a sério por seus integrantes depois da participação em um festival de bandas, em Santos. “Antes tocávamos em alguns eventos e casamentos, mas depois da nossa participação no Festival de Bandas Independentes no *Praia Sport Bar, começamos a tocar em mais lugares”, diz o baterista Guilherme Júnior.Na última sexta-feira, dia 1, a banda se apresentou no pátio da Faculdade de Comunicação da UniSantos, que fica na Rua Euclides da Cunha, 264.

Integrantes da banda: Janaina Costa, vocal e guitarraThalita Ferreira, vocal e guitarraAlex Silva, baixoGuilherme Júnior, bateria

Circuito CCA de Música – O projeto visa dar espaço à bandas de alunos da Faculdade de Comunicação (FACOS) da UniSantos, para que possam divulgar seus trabalhos. O circuito é iniciativa do professor dos cursos de Jornalismo e Relações Públicas, Eduardo Cavalcanti, grande incentivador de cultura no campus. A banda Medida Provisória se apresentou na faculdade graças ao projeto.Para quem quiser conferir o som, a banda tem duas músicas próprias no site http://www.myspace.com/medidaprovisoriaE, para contatá-los, o e-mail é medidaprovisoria_contato@hotmail.com.

*Praia Sport Bar – Antigo bar de Santos que dava espaço para a divulgação de bandas independentes da região. Ficava na Avenida Vicente de Carvalho, ao lado no canal 3.

Xenda Amici

Matéria publicada no blog Som Santista em 2 de Junho de 2007.

E o"TortoLido" apresenta... o "Teatro Mágico"!

Hoje, em nossos primeiros textos, contaremos um pouco do que rolou na festa do “TortoLido”. O evento, realizado no último sábado, dia 14, no Clube Portuários pelos bares “Torto”, de Santos, e “Lido”, de São Vicente, teve como principal atração o grupo “Teatro Mágico”.Para dar uma visão ampla a nossos leitores, a tarefa ficou dividida: há um texto falando sobre os prós e outro falando sobre os contras da festa. Aproveitem as leituras e deixem os seus comentários!


Mariana Felippe de Oliveira e Xenda Amici


A realidade lúdica da magia teatral


Dessa vez, a já tradicional festa do “TortoLido” contou com uma novidade: 7 mil pessoas. O motivo do tamanho sucesso de público, foi a idéia de reunir bandas conhecidas da noite santista, que tocam nos dois bares, à “trupe teatral” de maior repercussão no momento, O Teatro Mágico. O grupo agrega performances circenses e teatrais à elementos de nossa música popular e, além disso, contrasta instrumentos clássicos, como o violino, à efeitos sonoros masterizados em computador. Além da trupe, várias bandas de pop-rock e mpb da região agitaram as tendas montadas na parte de fora do ginásio.O novo e o clássico se juntaram nesse evento voltado a um público essencialmente jovem. Quem compareceu, com certeza valoriza as raízes da nossa MPB e sabe que “existe vida além do funk e do pagode”. Sem discriminação a quem ouve esses ritmos, mas quem foi, sabe que a música – assim como todas as outras expressões artísticas – pode ser usada como arma de protesto, demonstrando nossas insatisfações e vontades.A festa já faz parte do calendário cultural da cidade e tende a crescer a cada edição. O santista tem sede de arte e, nesses encontros, observamos que há opções para quem está exausto das mesmas batidas e dos mesmos tipos de pessoas que encontra toda vez que sai à noite. A receita foi aprovada, agora só nos resta torcer para que mais festas desse tipo aconteçam em nossa cidade.


Xenda Amici


Mas nem tudo foi mágico na “TortoLido”...



Embora o “Teatro Mágico” realmente tenha levantado seus fãs fiéis, que cantavam e dançavam no compasso das músicas, os que conheciam pouco ou nada da trupe teatral, sofriam para, do fundo, tentar entender algo das letras. O áudio estava péssimo! Quem conhecia, ótimo, quem não conhecia, continuou sem conhecer.Outro detalhe foi um dos principais chamarizes da festa: as atrações rolavam ao mesmo tempo nos dois palcos e na tenda externa, porém, não houve nenhum tipo de divulgação de o que seria onde, então, muitas pessoas perderam shows que queriam ter visto por desinformação.Fora isso, houve o “problema” que mais chamou atenção: o público da festa nada lembrava o público habitual dos bares “Torto” e “Lido”. E muito menos era formado totalmente por fãs do “Teatro Mágico”, pois enquanto o grupo cantava versos com mensagens profundas, que buscavam atingir o íntimo de cada um, muitos não puderam aproveitar, pois passavam mal nos cantos do clube Portuários pelo excesso de bebida (seu ou do amigo, claro). Isso sem falar nas pessoas que rodavam sem parar entre os ambientes e acabavam do lado de fora mesmo, por não “se encontrar” em canto algum.Creio que, se o objetivo era levantar verbas e divulgar as duas casas, este foi alcançado, já que a festa estava lotada; mas se o objetivo era o mesmo dos anos anteriores, quando a festa era em lugares menores, de somente reunir toda a galera ligada em MPB e nos grupos santistas, não se cumpriu totalmente.


Mariana Felippe de Oliveira


Matéria publicada no Som Santista em 19 de abril de 2007.


*Imagens retiradas do site Overmundo

sábado, 26 de maio de 2007

Temos as armas, mas não sabemos usá-las

No Brasil, muito se fala em políticas sociais. Investimentos em educação, saúde e moradias dignas são as mais discutidas. Apesar de serem direitos de todo cidadão, são inacessíveis a um grande número de brasileiros, aumentando assim, a desigualdade entre as classes sociais.
Na ultima década, uma nova política foi incluída na lista de preocupações: A chamada “Inclusão digital”. Todos têm o direito de acesso à informação, mas o que acontece é o contrário. A informação está sob o controle das classes de alta renda e, os que não se encontram neste patamar, são empurrados mais e mais para as margens da sociedade.
Os números comprovam: Enquanto 66% das escolas privadas possuem acesso à Internet, nas escolas da rede pública o número é bem menor, apenas 19%. As novas tecnologias estão restritas a um pequeno grupo de pessoas que detêm o poder de articulação, e tomam decisões pelo todo.
Muitas barreiras separam o mundo dos incluídos, dos excluídos digitais. Uma delas é a linguagem. O “internetês” é comum para quem está dentro do universo digital, mas para quem desconhece as novas simbologias, neologismos e palavras estrangeiras apropriadas pelo nosso idioma, se sente perdido em um lugar que não é seu.
Pesquisas apontam que o brasileiro é o sétimo do mundo em tempo de acesso à Internet. Em número de usuários do site de relacionamentos Orkut, o Brasil é campeão. A inclusão digital no Brasil está sendo feita de forma errada. O tempo gasto na Internet está sendo usado essencialmente para o lazer, enquanto há tantos outros aparatos para serem buscados na rede.
Antes de pensarmos em inclusão digital, precisamos pensar no porquê dessa inclusão. Não se pode entrar em um ringue sem saber lutar, desse jeito não há vitória. A consciência de que o acesso à informação forma opiniões e torna a pessoa integrada ao que acontece ao seu redor, deve ser plantada em todos nós, inclusive nos que têm esse acesso. Pouco adianta termos o acesso à Internet e não sabermos exatamente o que buscar. Não adianta ter a arma na mão, é necessário saber usá-la.

sábado, 24 de março de 2007

You´ll never know if you never TRY!

24/03. Anotem essa data. É o dia em que decidi começar a escrever nesse "diário moderninho". Sei lá se vai dar certo, porque tenho certeza que amanhã já vou ter desistido de relatar as minhas incríveis sagas de cada dia, mas vale a pena tentar! E eu to aqui pra isso. Aliás, é exatamente sobre isso que eu quero escrever: TENTAR. Como eu gosto dessa palavra! E gosto ainda mais quando precede um a outra: CONSEGUIR. Ou vai dizer que você já conseguiu algo de importancia sem tentar ? Se a reposta for sim, é porque o que você almejava não era tão importante quanto pensava.
As vezes penso em coisas que me parecem distantes, e dou-me por vencida por julgar certo desejo meu impossível. Mas como sei se realmente é impossível ? Por dedução ? Não acredito em previsões e nem me guio por experiências alheias. Escuto os conselhos dados mas vou em busca de contar minha própria versão, escrever a minha própria HISTÓRIA. A satisfação que sinto depois de chegar aonde desejei conpensa todos os imprevistos do caminho.
Para os que muito sonham: AJAM. Para os que rezam: FAÇAM. Para os que pensam: EXECUTEM. Para quem acredita, como eu, o mundo todo não é grande o bastante. E eu vou que vouuuuuuuuuuuuu \o/
obs: Continuo buscando o meu caminho para casa.